9 de ago de 2010

Disco da semana - Maquinarama

"Maquinarama" (2000) - Skank


Faixas:

1."Água e Fogo"
2."Três Lados"
3."Ela Desapareceu"
4."Balada do Amor Inabalável"
5."Canção Noturna"
6."Mulçumano"
7."Maquinarama"
8."Rebelião"
9."A Última Guerra"
10."Fica"
11."Ali"
12."Preto Damião"



No ano 2000 o Skank, formado por Samuel Rosa (vocal e guitarra), Henrique Portugal (teclado e guitarra), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria), mudou consideravelmente seu estilo. Na verdade a mudança já havia começado em "Siderado", álbum anterior, mas com "Maquinarama" a mesma tornou-se mais palpável.

Nada de naipe de metais. Adição de violões e guitarras com um que de rock britânico de décadas passadas davam o tom do trabalho. Se observarmos o primeiro álbum do grupo, homônimo, de 1993, veremos o quanto o som dos caras mudou, e na minha opinião, pra melhor.

"Maquinarama" começa muito bem com a interessante "Água e Fogo". Uma bela introdução para uma excelente sequência com "Três Lados", carro-chefe do álbum, e "Ela Desapareceu".

A faixa três, "Balada do Amor Inabalável", composta em parceira com Fausto Fawcett, leva o Skank a outro mundo. A incrível "Canção Noturna" completa esse início de extrema felicidade do álbum. Cinco músicas de grande qualidade, com letras muito bem elaboradas, todas contando com a participação do competente Chico Amaral.

"Mulçumano", "Maquinarama", "Rebelião" e "A Última Guerra" não conseguem manter o nível das faixas já mencionadas, mas também podem ser consideradas boas canções. O clima inicial é retomado nas faixas 10, "Fica" e 11, "Ali". "Preto Damião" encerra o álbum.

O Skank de hoje, sem dúvida alguma, deve muito a "Maquinarama". Um álbum que mostrou a ousadia e coragem da banda ao mexer em time que estava ganhando, sempre em busca de um aprimoramento musical próprio. Acertaram em cheio.

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