18 de jan de 2010

Disco da semana - Os Mutantes

"Os Mutantes" (1968) - Os Mutantes

Faixas:

1."Panis et Circenses"
2."Minha Menina"
3."O Relógio"
4. "Adeus, Maria Fulô"
5."Baby"
6."Senhor F"
7."Bat Macumba"
8."Le Premier Bonheur du Jour"
9."Trem Fantasma"
10."Tempo No Tempo"
11."Ave Gengis Khan"





Disco de estréia do grupo homônimo Os Mutantes, formado na época por Arnaldo Baptista (baixo, teclados e vocais), Rita Lee (vocais, percussão, flauta) e Sérgio Dias (guitarra e vocais).

O que a audição de "Os Mutantes" nos reserve é uma breve amostra do que fora o tropicalismo no final da década de 1960: uma fabulosa mistura de manifestações tradicionais da cultura brasileira com inovações estéticas radicais.

O álbum tem início com a emblemática "Panis et Circenses", música que nomeou o álbum manifesto do tropicalismo. Composta pela dupla Caetano Veloso/Gilberto Gil, "Panis et Circenses" é um grande cartão de visita pra obra psicodélica dos Mutantes.

"Minha Menina", vem em seguida. Essa composição de Jorge Benjor ganhou novos ares nas mãos dos Mutantes. Apesar de simples, é extremamente agradável de se ouvir. "O Relógio", terceira faixa do disco, é a primeira composta pelos próprios Mutantes e não causa o impacto das anteriores. Totalmente diferente é "Adeus, Maria Fulô", releitura de composição de Humberto Teixeira e Sivuca. Sem dúvida uma das pérolas deste álbum. Merecia maior antenção.

A já bem sucedida "Baby", tanto na voz de Gal Costa como na de Caetano, surge também em interessante interpretação dos Mutantes, mas que não supera as mencionadas.

Depois de passar pela regular "Senhor F." chegamos a uma canção interessante: "Bat Macumba", uma canção-poesia típica do concretismo. Basta dar uma olhada na letra para entender do que estamos falando. Mas uma olhada mesmo, no desenho que a letra forma. Inovação pura.

Após uma canção francesa, outras duas canções regulares se sucedem: "Trem Fantasma" e "Tempo no Tempo". Chega-se então ao final do álbum com "Ave Gengis Khan", síntese de tudo o que os Mutantes viriam a fazer dali pra frente: muito rock psicodélico.



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