Idealizada pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham, esta estrutura foi elaborada na primeira metade do século XX a partir de um projeto da escola militar em Paris cujo conceito era facilitar a supervisão dos alunos. Bentham aprimorou essa idéia e criou o panóptico. A primeira aplicação aconteceu no plano judiciário através do projeto de uma prisão.
A estrutura do panóptico foi pensada para exercer um papel de controle social sobre os indivíduos. Trata-se de um edifício com várias celas, construído em formato circular, com um pátio no meio e uma torre ao centro. As celas podem ser vigiadas tanto do lado interno do prédio quanto pela parte externa, pois seu projeto foi elaborado de modo a permitir que o espaço seja inteiramente observável.
O funcionamento do panóptico ocorre da seguinte forma: "Na torre central deve-se colocar então um vigia e em cada cela trancafiar um condenado, louco, operário ou estudante: através do jogo de luzes, torna-se impossível ao detento, escolar ou psicótico saber se naquele ponto central está ou não alguém à espreita. Isolados, os condenados ou doentes ou os alunos são hora após hora, dia após dia expostos à observação dos mestres do panóptico, mas sem saber se a vigilância é ininterrupta ou não, quem os vê ou o que vêem. A incerteza da vigilância intermitente adestra"*. Dessa forma, o panóptico funciona como uma forma de vigia onipresente e, de acordo com Bentham, esse tipo de poder que é capaz de exercer o controle social de forma efetiva e sem violência física.
A idéia do panóptico é polêmica e gera diversas discussões ainda hoje. Seu projeto já foi adotado além das penitênciárias. Existem fábricas, escolas, instituições psiquiátricas, dentre outros prédios construídos segundo os princípios do panóptico.

Big Brother!
ResponderExcluirWOW!!
Aqui no Rio tem um prédio que era um abrigo de mendigos que é nesse formato. Hoje em dia ele está quase abandonado e pertence a UFRJ sendo o Hospital São Francisco, está localizado na Presidente Vargas perto dos Correios.
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