4 de jan. de 2009

1991-2009: 18 anos do lançamento de grandes discos

2009 chegou e com ele uma constatação. O tempo passa, mesmo. Nesse ano alguns importantes discos chegam à maioridade. 18 anos desde seu lançamento. 18 anos que passaram muito depressa. Pra quem não se lembra, ou não viveu, 1991 foi o ano em que a U.R.S.S. se desmembrou, Senna era campeão de Fórmula 1, o Criciúma era campeão da Copa do Brasil, o São Paulo tricampeão brasileiro e o Brasil ainda não era penta. Aliás, nem tetra. No início daquele ano acontecia o Rock in Rio II, e no Golfo Pérsico o presidente Bush dos EUA declarava guerra contra o Iraque de Saddam Hussein. (Por ironia do destino alguns destes fatos parecem tão recentes...)


Nevermind – Nirvana



Em 1991 Cobain e Cia lançam o álbum que seria considerado por muitos o momento máximo do movimento grunge, e porque não, um momento emblemático para o rock como um todo. Composto por 12 músicas, o disco vendeu 23 milhões de cópias. Aclamado por público e crítica, Nevermind ajudou a consagrar a banda, definir um estilo e mitificar Cobain, autor de todas as letras, dentre as quais o hino Smells Like Teen Spirit.


Ten – Pearl Jam



Ten é o álbum de estréia do Pearl Jam, lançado um mês antes de Nevermind, mas ofuscado consideravelmente pelo sucesso deste. Neste disco de 1991 estão alguns dos maiores sucessos da banda como Alive, Even Flow e Jeremy. Ao todo são 12 músicas. Com uma vendagem de mais de 10 milhões de cópias, Ten ajudou a solidificar o grunge que já dava sinais de explosão criativa desde 1990 com o ótimo Facelift do Alice in Chains, além de preparar o terreno para a chegada de Nevermind.


Badmotorfinger – Soundgarden



Ainda em 1991 chega às lojas Badmotorfinger do Soundgarden. Mais uma pérola do grunge. Com músicas como Rusty Cage e Jesus Christ Pose, o disco colocou o Soundgarden entre as bandas de maior destaque do período.



Nem só de grunge viveu este ano de 1991. Alguns grandes discos de rock extra grunge também foram lançados.


Metallica (Black Album) – Metallica



Acredito que este disco seja uma unanimidade não apenas entre os fãs do Metallica mas entre todos que apreciam uma boa música. Com vendas na casa dos 15 milhões de discos (só nos EUA) o álbum preto traz canções que hoje não podem faltar nas setlists da banda em nenhum show ao redor do mundo. Sad But True, Enter Sandman, The Unforgiven e Nothing Else Matters se tornaram clássicos do gênero.


Arise – Sepultura



O disco que catapultou a banda de Belo Horizonte para o estrelado internacional. Com letras mais profundas e uma musicalidade mais pesada do que os álbuns anteriores, Arise mostra o quarteto em grande forma, e um de seus melhores momentos. O que a banda fez depois dependeu fundamentalmente de Arise.


Use Your Illusion I e II – Guns n’ Roses



O ultimo suspiro de criatividade da banda ainda com sua formação clássica. Lançados no mesmo ano, os discos fazem parte de um projeto único. Use Your Illusion I chegou a vender 500 mil cópias no dia de seu lançamento. O clipe de seu primeiro single (Don’t Cry) chegava a passar dez vezes por dia na MTV. Além desta, outros destaques do álbum são Live and Let Die e November Rain.



Use Your Illusion II fez ainda mais sucesso que seu meio-irmão. Contabiliza mais de 27 milhões de cópias vendidas. O álbum trazia ótimas músicas. Destacaram-se Civil War, Yesterdays, Estranged, You Could Be Mine e o cover de Dylan, Knockin on Heaven’s Door.


O Guns era sem dúvida, naquele momento, a maior banda de rock do planeta. Quando o grunge explodiu, o Guns, assim como inúmeras outras bandas, acabou perdendo seu espaço.



Donos de estilos diferenciados, outras bandas também lançaram grandes discos naquele distante 1991.


Out of Time – R.E.M.



Maior sucesso comercial do R.E.M., Out of Time apresenta o clássico instantâneo Losing My Religion, obrigatória em todas as apresentações da banda, com uma introdução singular e genial. Além desta outras ótimas canções compõem as 11 faixas do disco. A repercussão do álbum foi tamanha que a banda acabou lançando oito clipes de músicas dele retiradas, algo que nunca mais se repetiu.


Blood Sugar Sex Magik – Red Rot Chili Peppers



Naquele 1991 todos se esforçavam para cantar Give it Away tão rápido como Anthony Kiedis, mas poucos conseguiam a proeza acertando a letra. Com uma sonoridade original, baseada no baixo de Flea, o disco trazia ainda outras músicas como Suck My Kiss e Under the Bridge que também se tornaram grandes sucessos. B.S.S.M. foi o grande êxito da carreira do Red Hot até a chegada de Californication em 1999.



Ainda vale uma menção aos álbuns de estréia do Blur (Leisure) e do Smashing Pumpkins (Gish). Os trabalhos que se seguiram confirmaram que naquele 1991 nasceram outras duas grandes bandas.


1991 foi ou não foi um grande ano para a música? (principalmente o rock)




Estampas cinematográficas

Durante uma peramblogação pelo cinematical encontrei um tópico interessante com estampas para camisetas baseadas em filmes. A maioria faz referência ao Guerra nas Estrelas, mas ainda encontramos boas idéias com referência à Alien, E.T. e X-Men.







3 de jan. de 2009

Indicação de blog: Quem Matou a Tangerina?

Esse é o primeiro de muitos posts dedicados a indicação de blogs que consideramos interessantes. Além de comentar sobre o conteúdo dos mesmos, buscaremos com seus responsáveis informações sobre a idéia que os motivou, a concepção do blog e seus projetos. A idéia é que este se torne um post com periodicidade quinzenal. Vamos ver se conseguimos.

Iniciamos com o blog "Quem Matou a Tangerina", de autoria de Fred Fagundes.


Como é possível perceber pela imagem, se trata de um blog de tonalidades fortes, com uma certa cara de história em quadrinho. O conteúdo traz assuntos dos mais variados. Pode-se, por exemplo, ler sobre jogos de futebol para video-game que marcaram época, sobre a banda de rock The Who ou ainda conferir o hilário "glossário internético pós-moderno".

Algumas seções são fixas como a "TV Bergamota" que "linka" um grande número de vídeos diversos e "Filmes que formaram meu caráter", interessantíssima pois traz de volta filmes que fizeram muito sucesso e se tornaram verdadeiros marcos na vida de várias pessoas. É bastante divertido para quem viveu nesse passado não tão remoto relembrar clássicos que nem na Sessão da Tarde têm mais seu espaço.

Agora seguiremos com o próprio Fred Fagundes falando um pouco mais sobre o "Quem Matou a Tangerina":


Peramblogando: Qual a motivação em criar o Quem Matou a Tangerina?

Fred Fagundes: A vontade de ter um blog mais pessoal, com textos longos, eu tinha desde a época de Jacaré Banguela. Mais precisamente quando comecei a manter contato com o Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece. Eu até dava uma esticada em alguns textos no JB, mas seguidamente recebia reclamação de leitores, afinal aquele não era o target daquele formato de publicação. Assim, quando sai do JB, vi a necessidade em por no ar o QMaT para manter meu nome em relevancia na blogosfera.

Peramblogando: De onde veio o nome?

Fred Fagundes: Assistindo o filme "Amor em Jogo" ouvi uma música que achei bacana. Pesquisei na Internet e descobri que ela era do Tear For Fears, banda de muito sucesso no anos 80 com Everybody Wants To Rule The World. Pois bem, o nome da música que toca no filme é Who Killed Tangerine?. Achei esse nome ótimo, perfeito para um blog. Isso foi em fevereiro de 2007. Mas o blog só entrou no ar mesmo em maio deste ano.

Peramblogando: Quais as principais realizações do blog?

Fred Fagundes: Cara, eu perdi aquela índole de viver com blogs. Eu vivi dois anos só de Jacaré Banguela, tirando uma grana boa e pagando minhas contas. Com o QMaT eu conquistei coisas que não havia com o JB, como o reconhecimento de muitos blogueiros e um público diferenciado. O Inagaki até comentou o caso do Woody Allen, que foi reconhecido só quando escreveu dramas e largou a comédia por um tempo.

Eu acho esse reconhecimento ótimo. Vejo meu trabalho valorizado no tangerina, acho isso uma grande realização.

Peramblogando: Projetos para 2009 [Faustão mode on] tanto no pessoal quanto no profissional [Faustão mode off]?

Fred Fagundes: Eu tenho uma idéia antiga de site, quero colocar ele no ainda no primeiro semestre de 2009. Além disso, vou terminar meu livro de crônicas e espero publicá-lo logo. Quero também dar uma sacudida na publicidade em Mato Grosso, envolvendo a blogosfera e ações alternativas para a nossa realidade (essa é a minha prioridade).


AC/DC: Black Ice

Oito anos após o lançamento de seu último disco, está de volta o AC/DC. E uma volta em grande estilo. Apesar de Black Ice ter sido lançado em outubro de 2008, só agora pude ter uma audição completa do álbum e confesso, não me surpreendeu. E isso é ótimo.

Não me surpreendeu pois trata-se do velho e bom AC/DC, soando como em seus melhores momentos. Talvez seja seu melhor álbum desde Razor's Edge, de 1990. Ou quem sabe, desde Back in Black, de 1980. Ainda não tenho certeza quanto a isto, mas a certeza é de que se trata de um autêntico AC/DC, com o melhor da guitarra de Angus Young e dos vocais de Brian Johnson. Sempre preferi Bon Scott, mas Johnson vem mostrando disco após disco que é digno do posto deixado por Scott.


Ao todo são 15 músicas que formam um conjunto poderoso. Da abertura com "Rock n Roll Train" ao fechamento com"Black Ice" temos quase 1 hora de puro rock. Para os que curtem o estilo, Black Ice torna-se uma audição indispensável.


Rock n Roll Train

TV Pirata

O que acontece quando roteiristas do naipe de Luís Fernando Veríssimo, Laerte e Glauco, escrevem textos humorísticos para atores como Marco Nanini, Luiz Fernando Guimarães, Deborah Bloch, Regina Casé, entre outros?



TV Pirata foi um programa humoristíco brasileiro de esquetes, transmitido pela Rede Globo entre 1988 e 1990 e em 1992, às terças-feiras.O programa carregava influências de programas como Saturday Night Live dos Estados Unidos e Monty Python Flying Circus da Inglaterra, tanto no conteúdo quanto no seu formato. Cada programa consistia em uma série de esquetes, aleatórios ou seguindo o padrão de quadros fixos.



Humor anárquico e inteligente. Surpreendentemende produzido e veiculado pela Globo.

2 de jan. de 2009

Frases antológicas: Homer Simpson

Seguindo a sugestão do amigo Carlos, dedicaremos um segmento frases antológicas a esse ser que se consolidou como um dos grandes pensadores do mundo contemporâneo: Homer Simpson.



"As pessoas inventam estatísticas para provar qualquer coisa. 14% das pessoas sabem disso!"

"Chorar não vai trazer de volta seu cão, a não ser que suas lágrimas tenham cheiro de ração."

"Crianças, vocês tentaram e falharam miseravelmente. A lição que vocês podem tirar disso é: não tentem jamais."

"Lisa, se você não gosta do seu emprego, você não faz uma greve! Você vai lá todo dia e faz seu trabalho malfeito! Esse é o jeito americano!"

"Marge, lembre-se: se algo der errado na usina, culpe o cara que não sabe falar inglês!"

"Deus é o personagem de ficção que eu mais gosto!"

"Por favor, não me coma! Eu tenho mulher e filhos. Coma eles!"

"Eu tenho três filhos e nenhum dinheiro, por que não posso ter nenhum filho e três dinheiros?"

"É melhor ver coisas do que fazer coisas."

"A tentativa é o primeiro passo para o fracasso."

"Existem três frases curtas que levarão sua vida adiante: 'Não diga que fui eu', 'Oh, boa idéia chefe!' e 'Já estava assim quando cheguei.'"

"As respostas para todos os problemas da vida não estão no fundo de uma garrafa... estão na televisão!"

"Ora, Marge, se Deus não quisesse que a gente comesse na igreja, não teria colocado a gula como pecado..."

"A culpa é minha, eu coloco ela em quem eu quiser."

"Não costumo ser um homem religioso, mas se tu estás lá em cima, me salva, SUPER-HOMEM!"

"Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas há algo que jamais poderá comprar: um dinossauro!"

"Eu não sou um cara mal, eu trabalho duro e amo meus filhos... Então por que eu deveria perder metade do meu domingo ouvindo como eu vou pro inferno?!"

"Se a Bíblia nos ensinou alguma coisa - e não ensinou nada - é que mulheres devem praticar esportes femininos, como luta na lama e boxe feminino. "

"Gostaria que Deus estivesse vivo para ver isto!"


A Passagem do Ano de Carlos Drummond de Andrade

Um pouco atrasado, mas pra Drummond sempre arrumamos um tempinho...

PASSAGEM DO ANO
Carlos Drummond de Andrade

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...

Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

A MPB em Discussão

Para aqueles que gostam não apenas de ouvir música, mas também de ler sobre o assunto, principalmente pelo viés acadêmico, uma boa sugestão de livro é "A MPB em Discussão", que tem como organizadores Santuza Cambraia Naves*, Frederico Oliveira Coelho** e Tatiana Bacal.*** Editado pela UFMG, o livro reúne entrevistas de pessoas ligadas ao mundo da música. Muito bem concebido, as temáticas abordadas em cada uma das entrevistas variam entra cada um dos entrevistados, objetivando (e alcançando) extrair de cada um deles as melhores declarações possíveis.



Entre os entrevistados temos Nelson Motta, Carlos Lyra, João Donato, Chico Buarque, Edu Lobo, Black Alien, B Negão, Marcelinho da Lua, Arthur Dapieve, José Miguel Wisnik e Hermano Vianna. A diversidade de tipo entrevistados explicita o caráter múltiplo da obra. Variação entre teóricos, músicos e produtores enriquece enormemente o conteúdo ali presente.

Os organizadores, por sua vez, não ficam atrás. Além da excelente formação de todos, o time por eles escalado conta com profissionais extremamente preparados, imersos no universo da música pelos mais diferentes viéses, e por isso mesmo gabaritados para tal empreitada.

Por se tratar de uma coletânea de entrevistas, sua leitura acaba se tornando mais ágil e agradável, uma vez que não é preciso seguir uma ordem de leitura pré-definida. Escolha o entrevistado e o tema que mais lhe agrade e aproveite.


* Mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional e doutora pelo IUPERJ.
**Mestre em História Social pela UFRJ e doutor em Literatura Brasileira pela PUC-RJ
***Mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional e doutora em Sociologia e Antropologia pela UFRJ.




Piratas!



1 de jan. de 2009

Cultura inútil: em que ano nós estamos?

Em que ano nós estamos? Bem, a resposta pode parecer simples, mas difere de acordo com o calendário seguido por cada um. Ontem mudamos a página daquele calendário de empresa de gás que fica na porta da geladeira e vimos que se iniciava 2009. Entretanto, em outras culturas,2009 já foi faz tempo...

Os chineses já estão no ano 4705, preparando a festa da virada (sem trocadilhos, por favor) para o início do ano no nosso calendário, lá pra fevereiro. E lá vem o ano do búfalo. Os judeus também já estão lá na frente. 5769 pra ser mais exato. Atrás do calendário cristão apenas os mulçumanos (isso levando-se em conta apenas os "grandes" calendários). Estes ainda estão em 1387.

Ou seja, se você não ouviu sinais de celebração em alguma casa da região, pode ser que ao invés de não ter viajado, ou ser uma pessoa avessa à celebrações, o seu vizinho seja apenas um seguidor de outro tipo de calendário.



Hagar


Cultura inútil: o significado do termo réveillon

Ainda sobre os efeitos da celebração de passagem do ano, confesso que a criatividade anda meio em baixa. Só me ocorreu uma idéia de post, que me veio como uma indagação nos últimos momenos de 2008. Afinal, o que significa réveillon? Com certeza não é uma palavra portuguesa. Todo mundo diz mas poucos sabem o significado. Pois bem, peramblogando por aí descobri que réveillon é uma palavra francesa, que vem do verbo réveiller que por sua vez significa despertar. Então é isso, ao comemorar um réveillon, comemora-se o despertar de um novo ano. Achei poético.



31 de dez. de 2008

30 de dez. de 2008

29 de dez. de 2008

Cultura inútil: A verdade sobre o Chester!

A ceia de natal já passou mas não a minha dúvida sobre o que seriam os tais "chesters" tão vendidos e assados nesta época do ano. Um tipo de frango que só tem peito? Um golpe de marketing bem dado que disfarça o frango nosso de cada dia? Alguém já viu um chester sem ser embalado à vácuo? Estas eram algumas das dúvidas que me perseguiam durante alguns anos, mas que, graças ao grande irmão Google, foram sanadas com alguns poucos cliques. Depois do post de grande sucesso sobre quem verdadeiramente nasceu primeiro, revelo agora para vocês: A verdade sobre o Chester!

2009 chegando, a gente vai se preparando para a ceia do ano novo. Aquele exagero de comida que claramente não será consumida toda de uma vez. O resultado é o famoso requentado do dia 1º de janeiro.

Há muito no Brasil o peru era a estrela do ritual gastronômico que comemora o novo ano ou o Natal. No entanto, de 1982 para cá, uma outra ave passou a ser a preferida das donas-de-casa.

A marca surgiu da palavra inglesa chest (peito). A inclusão do sufixo er dá ao termo um sentido aumentativo comparativo. Por exemplo, se em inglês eu quero dizer “o cachorro é mais esperto que o gato” eu pego o adjetivo smart (esperto) e acrescento o er. A frase então fica assim “the dog is smarter than the cat”. Por isso podemos dizer que o nome da marca sugere que o seu produto é mais chester (peitudo) que o frango dos outros. O nome tem a ver com as características desse galináceo, que apresenta maior desenvolvimento do peito e das coxas.


Curiosidades de Sobremesa:

1 - O Chester foi introduzido no mercado brasileiro pela empresa Perdigão.

2 – Não se trata de um animal transgênico, como muitos pensam. Ele é sim resultado de vários cruzamentos nos quais há um rígido controle genético das características a serem compartilhadas (melhoramento genético). É como se escolhêssemos um grupo de pessoas altas e as colocássemos para procriar, por exemplo. Seus filhos certamente seriam altos, não é verdade? No caso do Chester foram escolhidos galos e galinhas de raças que têm maior volume de carnes nobres. O resultado é uma ave com 70% a mais de massa no peito e nas coxas.

3 – Sabe por que hoje em dia o Chester é mais consumido do que o peru? Simples: além de mais barato, a ave não é tão grande como o peru, servindo com precisão o número médio de pessoas que compõem uma família.


Minhas noites de sono estão salvas graças ao Sedentário

Retrospectiva 2008

O ano vai chegando ao final e como não poderia deixar de ser publicaremos, assim como tantos outros blogs, uma retrospectiva relembrando os momentos mais importantes do ano. Mas de uma maneira um pouco diferente do convencional revival de notícias... Uma retrospectiva com arte, criatividade e bom humor baseada em um diálogo como de dois repentistas, expresso sob a forma de literatura de cordel.


RETROSPECTIVA 2008 - Os principais fatos que marcaram o ano
Peleja: Heleno Alexandre (Sapé-PB) e Allan Sales (Recife-PE)

"(Heleno)
Está terminando o ano
Com tristes e satisfeitos
Eleições municipais
Novatos e reeleitos
Com voto do povo seu
Nosso Brasil elegeu
Mais de cinco mil prefeitos

(Allan)
E lutou pelos direitos
O ano de 48
Mas a ONU não tem força
Ante um império afoito
Nesse ano se renova
50 da Bossa Nova
Que é de 58

(Heleno)
Ronaldo sem ser afoito
Assinou com do Timão
Pela Copa do Brasil
O troféu é do Leão
Equipe pernambucana
Já na Sulamericana
O Inter foi campeão

(Allan)
Ronaldo fez confusão
Foi aquele ti ti ti
Pois confundiu umas bolas
Provocando um frenesi
Encheu a lata de cana
E depois da carraspana
Foi encarar travesti

(Heleno)
Já um pedreiro daqui
Matou irmã à pauladas
Tremeu a terra em Sobral
A Lei Seca nas estradas
Nas olimpíadas da China
Marta muitas lágrimas mina
Nas chances desperdiçadas

(Allan)
O Diego deu cagadas
A Daiana amarelou
A irmã do viadinho
Nem procheiro ela chegou
Mas a Maggi saltadora
Essa sim foi vencedora
E o ouro ela levou

(Heleno)
Um caos a crise gerou
No país americano
A saudade de Leandro
Famoso cantor goiano
Sertanejo felizardo
Dez anos de Leonardo
Sem seu irmão esse ano

(Allan)
Foi Dercy pra outro plano
Com Valdick ela encantou-se
Foram ver o Criador
O Brasil emocionou-se
Mas a bolsa americana
E sua grande gana
Numa queda que lascou-se

(Heleno)
Na Igreja revelou-se
Depois do Padre Marcelo
A fama botou no topo
O Padre Fábio de Melo
Pra o esporte ter mais crédito
Brasil ganhou ouro inédito
Na natação com Cielo

(Allan)
A Igreja lhe revelo
Não sou de religião
Nem um padre nem pastor
Nem Jesus e nem o Cão
Pois Henfil já me dizia
Nenhuma teologia
Nos trará libertação

(Heleno)
A clonagem de cartão
Com ex-prefeito envolvido
Muitos gestores cassados
Por traição ao partido
Sem desculpa e sem perdão
Por atraso de pensão
Celso Pitta foi detido

(Allan)
Cunha Lima emperdenido
Deve ser e bem cassado
Pois comprou uma eleição
Por enquanto está julgado
Só se for meter a peia
Só botando na cadeia
Um fuleiro tão safado

(Heleno)
Sem sucessor do seu lado
Bush deixa a presidência
Concurso na Petrobrás
Visto com eficiência
Serasa registra aumento
De mais de sete porcento
No índice de inadimplência

(Allan)
Obama na presidência
Não mudou nada legal
Botou a mulher de Bill
Mas deixou um general
Deixou mesmos militares
Os falcões e seus pares
No Oriente é bestial

(Heleno)
Fábio Junqueira de um mal
Morreu mas era sadio
A dengue fez muitas vítimas
Principalmente no Rio
Os pinguins no Pólo Norte
Se registrou ate morte
De alguns por queda de frio

(Allan)
Milícias dão calafrio
Lá no Rio de Janeiro
Chuva em Santa Catarina
Causando grande salseiro
Tanto crime se revela
Como Eloá e Isabella
Teve morte o ano inteiro."

Heleno Alexandre
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2008
Código do texto: T1341254

Onde você guarda seu racismo?

Outro dia recebi um e-mail do amigo Carlos Eduardo Marques, redator do blog Abanjá comentando sobre bons textos que havia lido sobre a questão do racismo. Os textos aos quais se refere foram publicados no blog Liberal, Libertário, Libertino do Alex Castro. Dei uma peramblogada por lá e constatei que são textos realmente muito bons, não apenas os citados por Carlos mas vários outros elencados em um tópico denominado raça.



Como afirma o próprio Alex:

"Alguém acha mesmo que as portas do racismo já não estão abertas? Que a mentalidade racista já não está instalada? Que o racismo não se instala no Brasil até que uns negros (agressivos ou se fazendo de vítima) começam a usar camisas "100% Negro" e falar em cotas universitárias? Que foi NESSE MOMENTO que a mentalidade racista se instalou? Sério mesmo? A mentalidade racista está instalada (e muito confortável, obrigado) desde que se escravizou o primeiro índio. As portas do racismo nunca estiveram nem entreabertas: estão escancaradas há 500 anos."

Sem dúvida um assunto polêmico, mas que deve ser encarado de frente. É importante que seja discutido. O que vejo por aí, como por exemplo no emblemático caso das cotas em universidades, são pessoas falando que são a favor ou contra sem nem terem pensado sobre o assunto. Afirmação sem reflexão. Que sejam a favor ou contra, mas que tenham argumentos para tanto.


Foto de Gonçalo Pereira: racismo


Completando com outra afirmação de Alex:

"Em uma sociedade racista e desigual como o Brasil, afirmar não ver raça, não ligar pra raça, que raças não existem, que isso não tem importância, "que besteira você se importar com isso", etc, significa na prática tomar partido racialmente ao se aliar com a hegemonia invisível que *precisa* desse tipo de negação para sobreviver e prosperar. Não existe neutralidade possível: negar raça já é uma afirmação política que te coloca em um dos lados bem definidos de uma briga antiga. Negar raça já é intrinsecamente racista."

Pra quem se interessar, vale muito a pena ler os textos.

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